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Foto de criança síria afogada na Turquia choca o mundo e vira o símbolo de crise de refugiados

Imagem forte, porém importante, da realidade de centenas de milhares de pessoas que tentam fugir da guerra, da fome e da miséria é alerta para o mundo civilizado de que algo precisa ser feito

AE

 

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Pelo menos 12 imigrantes sírios que fugiam do Estado Islâmico e da guerra civil no país, entre eles oito crianças, morreram nesta quarta-feira na costa da Turquia, quando tentavam cruzar o Mar Egeu e chegar à Grécia, informou a agência de notícias estatal turca Anadolu. Um bebê de nove meses e crianças de entre um ano e meio e 11 anos estavam entre os mortos, segundo relatório da autópsia citado pela agência. A imagem chocante da criança morta afogada percorreu o mundo e provocou revolta nas redes sociais.

Apesar do choque causado pela imagem ( publicada no final desta matéria), a foto do bebê encontrado morto deve se tornar um símbolo do drama dos refugiados que tentam chegar à Europa fugindo de conflitos e da pobreza no Oriente Médio e no norte da África. A tragédia causou comoção na Turquia e as imagens do bebê afogado na praia se disseminaram rapidamente. Milhares de usuários usaram as redes sociais para lamentar o custo humano da crise imigratória e o assunto era um dos mais comentados no Twitter. A Guarda Costeira ainda buscava duas pessoas desaparecidas. 

Os imigrantes tentam cruzar a nado a distância de 5 quilômetros entre o popular resort de verão de Bodrum, no sudoeste turco, e a ilha grega de Kos. Dois barcos que tentavam fazer a jornada naufragaram em águas internacionais, segundo a agência turca Dogan. Uma embarcação de 2 metros com nove imigrantes do Paquistão foi forçada a retornar por autoridades turcas.

A maioria dos imigrantes tenta fazer esse trajeto durante a noite, aumentando os riscos, segundo moradores na região. Um refugiado sírio, Omer Mohsin, disse à agência Dogan que seu barco naufragou pouco após zarpar, às 2h (hora local). Segundo o refugiado, caberiam dez pessoas no barco, mas foram colocadas 17, cada uma pagando 2.050 euros aos traficantes de pessoas. O irmão de Mohsin está desaparecido.

 

ATENÇÃO: AS IMAGENS A SEGUIR SÃO FORTES

 

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 IstoÉ/Edição VidaNews